
É complicado traçar um perfil dos participantes nesse início de jogo, mas com algumas informações e, principalmente, atitudes dentro da casa já é possível analisar algumas personalidades.
A dançarina Eliane, por exemplo, é uma das participantes (que mesmo tentando se esconder) evidencia sua estratégia e maneira de jogar. Lia está em todas as confusões, brigas, brincadeiras, mal entendidos, aconselhamentos e julgamentos. Porém, faz quase tudo isso de maneira discreta e por “baixo dos panos”.
Em minha opinião, a paulista é a participante mais perigosa da décima edição. Ela não joga abertamente como a Tess. Pelo contrário, se preocupa bastante com a sua imagem com o público. Tenta imprimir uma imagem de “moça de bom coração”.
E o que me faz pensar que a Lia é perigosa ao grupo é justamente a abertura dada pelo grupo a dançarina. Ela transita entre quase todas as tribos, e com as pessoas que não se entende logo da um jeito de se aproximar.
Durante a festa de quarta-feira, Lia foi até o quarto onde a Elenita estava DEITADA para “tentar” resolver as pendengas com a professora. A dançarina sabe que se brigar nesse começo de programa, e o público comprar sua história, já é um grande passo para um destaque no jogo.
Só que Elenita foi tranqüila, verdadeira e sincera quando a Lia tentou uma aproximação. Lena mandou muito bem e ainda colocou a Lia em seu devido lugar.
Por que a Lia acha que a Elenita tem que gostar dela? O que mais me irrita é que durante todo o tempo Lia fala da beleza, da sensualidade da Elenita, mas depois diz que ela não deixa as pessoas a adorarem.
Trocando em miúdos, Lia não acha que a Elenita seja sensual e bonita, mas prefere o jogo da hipocrisia e tenta aliar-se (leia-se não levar votos) à Doutora da maneira mais feia que se pode fazer em um reality show.
Depois da pequena discussão - já que a Elenita foi firme e logo de cara disparou “Não vou bater boca com você”- Lia foi desabafar com Dicesar, que por sinal concordou com tudo que a dançarina falou, e fez bastante drama do tipo “passei fome”, “tomei tapa na cara de vagabundo na rua”, “prefiro me enforcar a fazer mal a alguém”, e blá blá blá.
Em um determinado momento, a dançarina disse que a Elenita vai ficar lá se adorando, “se adorando sozinha”.
Olha só Lia, ela não vai ficar se adorando sozinha porque eu já ADORO a Elenita por esse “chega pra lá” que ela te deu e, diga-se de passagem, com muita classe.
UPDATE: A @twandie deixou um comentário no ECHO que vale à pena destacar, pois complementa o que eu falei no post.
“Tava observando como a Lia usa recorrentemente o artifício de afirmar num grupinho: “eu tenho certeza que da gente aqui tá todo mundo unido” e coisas assim, em geral, com a galera do puxadinho... se incluindo e implicitamente vende a imagem que quem se desviar dessa união (que ela acaba de informar) estaria fazendo algo impróprio... e aí todo mundo balança a cabeça concordando.”
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